terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Condolências...

Paulo de Tarcio

A vida tem os seus pesares
Que a deixam difícil de viver.
E apesar de atravessar mares,
Eu sei que nã há como não morrer.

Mas tenho certeza que eu vivi.
De que de mim, talvez, alguém gostou.
Sem ela, só me resta dizer: Morri!
Mesmo com ela, não posso dizer: Me amou!

Mas em tudo há, sim, algum proveito.
Certamente, com todo o respeito,
Muitos de minha ida gostarão.

E sei que alguém, talvez - não sei -, não!
Mesmo morto, não me será em vão.
Por ela, viverei o poder de uma paixão...

Nota: Um dos meus sonetos preferidos, não muito homogêneo, já que apresenta deca e dodecassílabos. Mas metaforizei aqui uma partida em vida e a transformei na tão temida morte. Boa leitura!

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