terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Justificativas de morte

Paulo de Tarcio

Eu a quero mesmo! Eu quero a morte!
É somente isso que sei dizer,
Depois de ter a infeliz sorte
De o seu sincero amor não ter.

Torpes pensamentos vêm a cabeça
E levam minha mente ao escuro.
Mesmo que de tudo eu desconheça,
Sinto que existe algo de puro.

Se já morri, não tenho a certeza.
Mas eu sei: amei com toda destreza.
Pois me encantei por sua doçura.

Eu a amei de uma outra maneira,
Eu dediquei minha vida inteira
Por amor a ti, minha formosura.

Nota: Texto feito, também, em uma de minhas noites de insônias - foram muitas, diga-se de passagem - na qual imaginei a morte como sendo a solução para a vil dor daquele que ama, porém, não é amado.

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