sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Ser ou não ser...uma imitação?

Paulo de Tarcio

Ser nós mesmos tem sido uma tarefa difícil nos dias atuais. Muitas coisas - fúteis ou não - têm tomado uma boa parte de nosso tempo e, então, não podemos ser quem realmente somos ou quem deveríamos ser. O que fazer para resgatar a nossa indentidade?
Quase todo mundo tem um ídolo, ao qual, às vezes, deseja ser igual. Essa atitude pode, juntamente com outras, tirar-nos algo que nos foi dado ao nascermos: a nossa identidade. É ela que rege quem somos, o que fazemos e como fazemos. E o ato de ser - ou querer ser - outra pessoa, pode nos tirá-la.
Ser nós mesmos; devemos agir com coragem impondo nosso ponto de vista para mostrar que também somos seres humanos, se esconder atrás das cortinas do palco da vida não é a nossa função. Devemos ir além, não além de nossos limites, mas além da tristeza, do orgulho e da mera imitação do outro. Existem aqueles aos quais o saudoso poeta, Carlos Drummond de Andrade, chama de "outdoors humanos". Aqueles que levam aos outros a ideia de serem pagos para realizarem propagandas de marcas e logotipos. Atitudes que tomamos comumente em nossas vidas.
Não importa a situação, o momento, quem está ali e a consequencia. Devemos ser verdadeiros, proclamando que existimos, que temos o direito de opinar em diversas circunstâncias, de aceitar ou não opiniões e, até mesmo, criticar, quando necessário, objetivando sempre construir, e não destruir. Ser nós mesmos: atitude difícil, mas que precisa ser tomada por cada um de nós ou, então, seremos entregues ao esquecimento, como meras cópias.

Nota: Aqui disponho mais um dos meus textos; como se pode perceber, em outra modalidade: dissertação. A essência da opinião a respeito da manifestação de uma atitude peculiar nas massas populares: a imitação. 

Um comentário:

  1. Muito bom o texto,devemos ser nos mesmos não importa a situação diante de nos,para não agirmos como meros bonecos.Devemos somente seguir e ter como ídolo JESUS.

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