sábado, 7 de agosto de 2010

A dama

Paulo de Tarcio

Ontem a noite vi uma mulher.
Não uma mulher qualquer,
Mas uma linda e exuberante
Tinha lindos olhos e corpo marcante.
Já havia ouvido falar dela,
Mas tudo era mentira...mentiras.
Ouvi que ela era má, mas ela era bondosa.
Ouvi que era cruel, mas ela foi cuidadosa.
Ouvi que era desafeiçoada, mas era linda.
Pena que ao encontrá-la minha vida finda...
Sim, a linda mulher tinha um beijo frio,
Quando seus lábios tocaram os meus,
Senti que meu viver era labutar,
Novos anseios logo iriam chegar.
Esperei que se despisse, mas nao tive tempo.
No último suspiro, vi, ouvi, senti....
A linda mulher, vestida de vermelho se despediu...
Em um mar branco despertei...
A mulher que encontrei era a morte...
Ambígua foi a minha sorte.


Nota: Outro de meus textos feitos em noites de insônia... O fato é que ele me serviu de sonífero, por incrível que pareça. Espero que gostem! Boa leitura!!!
P.S.: Mix Álvares de Azevedo com Augusto dos Anjos (risos)




Nenhum comentário:

Postar um comentário