sexta-feira, 22 de julho de 2011

Dedicação

Paulo de Tarcio

Infeliz! Só o que posso dizer... Infeliz!
Será essa minha eterna condição!?
Condenado a estar sempre por um triz?
A poucos passos, hesitante; Que invasão!!!
Esse tal amor é o culpado de toda a minha aflição...
Das sonhos inviáveis, das noites perdidas,
Dos pensamentos distantes, das lágrimas vertidas!

Olho para as pétalas que caem no chão...
elas um dia viveram... hoje, não mais!
Mas, e comigo? Só tu, oh Morte, me daras a mão?
Seria eu o único a chegar e partir, sem ao menos sair do cais?
Não vivi porque fui alienado, todas foram casuais...
Meu sono, minhas lágrimas e alegrias e até a minha dor.
Devotei meus talentos e minha vida ao tal Amor.

E, mesmo agora, prossigo com essa sina.
Escrevo com sangue essa agonia que me alucina.
Meu último suspiro, devoto a minha última amada.
Cumprindo a minha sorte, com a alma pesada,
Digo adeus a todas as que amei, sabendo não ter sido amado.
Uma vez mais, entrego ao Amor, mesmo abismado,
O que ainda resta de mim...
Seguirei meu triste fim!