sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Uma Rebelião Gera Rebeliões

É incrível a forma de controle a que somos submetidos, em nossos dias. Já ficou óbvio que o "mundo" nos quer cada vez mais consumistas. Tudo parece conspirar a nosso favor, mas, na verdade, estão todos uns contra os outros. Se deixarmos, alguém nos diz o que fazer o tempo inteiro, da hora de acordar à hora de dormir. É a televisão, com seus comerciais tentadores e seus programas cheios de vazios, prometendo algo melhor para o próximo bloco e ESSE bloco nunca chega. É o shopping center, que esconde o cinema lá no último andar, bem longe de um elevador que funcione, só para sermos forçados a passar em frente de cada vitrine no caminho. Tem também a revista, cheia de regras de "certos" e "errados", como se ser diferente fosse doença.

É claro que somos compelidos a nos deixar levar pela correnteza (e o cartão de crédito sabe disso) de vez em quando. Não é fácil tomar decisões a cada instante de nossa vida. E não devemos ser desconfiados de tudo a nossa volta, não porque podemos confiar, mas porque isso não deixa brecha para a felicidade. Não adianta sair por aí reclamando de tudo e de todos (mesmo que seja do ENEM), porque, como podemos ver constantemente, isso não vai resolver.

Entretanto, não podemos descartar o poder multiplicador de atitudes de imposição. Sim, podemos nos rebelar esporadicamente. Viver a vida com um sorriso no rosto, tratando os outros bem, sendo franco, mas guardando aquela pitadinha de ironia no bolso. Afinal, sempre existe alguém que parece pedir por ela. Trate celebridades como gente comum, seja gentil com quem está na iminência de uma briga com você, questione regras e autoridades. Com educação, tranquilidade e bom humor (ou seja, a la Jô Soares). 

Imponha-se ao mundo, exponha os ridículos posicione-se, reivindique. Nada disso, isoladamente, vai corrigir o Brasil ou o mundo. Mas, como disse, não vale a pena rejeitar o poder conjunto dessas atitudes. E, afinal de contas, isso ajuda a silenciar aquela voz nas nossas cabeças, a que chamamos de consciência. Cada vez que fazemos isso, temos a sensação de alívio nos ombros. Sentimos que não somos escravos do "sistema", do "poder", da "sociedade", da "moral", enfim, desse bando de coisas invisíveis as quais inventamos para colocar sobre elas a culpa de tudo que não dá certo. 

A propósito, estou, nesse momento, sentado na minha cadeira, dizendo a você o que fazer. E você, talvez, nem me conhece. E então? Vai me deixar fazer isso? Rebele-se!

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